Mitos e verdades sobre a leishmaniose canina

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A leishmaniose canina era, possivelmente, uma das principais razões para a eutanásia de animais em todo o Brasil. Sua fácil transmissão entre os animais, possibilidade de infecção do ser humano e a falta de garantia de tratamento, além do cuidado extenso, faziam com que a orientação por sacrificar os animais fosse amplamente usada por veterinários para tentar evitar uma epidemia. No entanto, existem muitos mitos relacionado à doença.

Recentemente, o Brasil deixou de ser o único país a não oferecer tratamento aos animais portadores da doença, graças à aprovação do uso veterinário da droga Milteforan. A sua comercialização começará em janeiro de 2017.

Neste post vamos esclarecer algumas questões sobre a leishmaniose canina. Continue lendo!

O que é e como é transmitida a leishmaniose

A leishmaniose é uma doença infecciosa não contagiosa causada por parasitas do gênero Leishmania. Esses parasitas, uma vez no corpo, vivem e se multiplicam no interior das células que fazem parte do sistema de defesa do indivíduo, chamadas macrófagos. Ela é transmitida por insetos hematófagos, ou seja, aqueles que se alimentam de sangue. O principal transmissor da doença é o mosquito-palha, também conhecido como asa branca ou palhinha, entre outros nomes. Esse inseto pode ser encontrado em lugares úmidos e escuros onde existem muitas plantas.

Sendo assim, o cão é um mero portador da doença, um incubador. Não é possível contrair a doença diretamente deste animal, já que a infecção apenas acontece através da picada do inseto. Por que, então, o cão é visto como o grande vilão da cadeia da leishmaniose?

A leishmaniose se apresenta de duas formas: a leishmaniose tegumentar ou cutânea e leishmaniose visceral ou calazar. A primeira é caracterizada por feridas na pele, geralmente localizadas nas partes descobertas do corpo. Com o progresso da doença podem surgir feridas também nas mucosas do nariz, da boca e da garganta. Animais infestados por este tipo de leishmaniose não precisam ser sacrificados.

Já a leishmaniose visceral é uma doença sistêmica, pois ocorre em vários órgãos internos, e afeta principalmente crianças até 10 anos. Os principais são fígado, o baço e a medula óssea. Sua evolução é lenta, podendo durar de 6 meses a um ano. Por ser o tipo mais sério da doença, e ela ser transmitida principalmente por cães, a lei exige que animais diagnosticados sejam sacrificados.

Existe tratamento para cães com leishmaniose?

Sim, assim como existe tratamento para humanos, há a possibilidade de tratar animais infectados também. Até pouco tempo, era necessário que os donos de animais infectados e ONGs entrassem na justiça requisitando o direito de medicar os cachorros, em vez de sacrificá-los. Com a aprovação da droga Milteforan, não será mais necessário realizar esse processo.Uma vez iniciado o tratamento, existem três possibilidades de cura:

  • Cura clínica: não há mais sinais da doença;
  • Cura epidemiológica: não são mais transmissores da doença, mas existe a possibilidade do cão ter recaídas e tornar-se contagioso novamente;
  • Não apresenta cura parasitológica: o parasita ficará para sempre tanto no organismo.

Além do tratamento, existem formas de prevenir a doença, como vacinação e coleiras repelentes de insetos. Isso evita que o animal seja picado e infectado novamente.

Além disso, algumas orientações simples podem evitar o contágio do seu animais. Mantenha quintais e canis limpos e telados. Utilize repelentes durante a noite para evitar que mosquitos cheguem perto da casinha do cão. Evite também caminhar com o seu cão em locais úmidos ou com muita vegetação, principalmente a noite.

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Pettz

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